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Em Londrina, golpista usa nome de delegado e endereço de delegacia para tirar dinheiro de motoboys

Motoboys foram vítimas de um golpe que usa o nome do delegado Guilherme Dias, da Polícia Civil da Paraná, e o endereço de uma delegacia. As denúncias foram realizadas em Londrina, no Norte do estado.

Apurou que ao menos três trabalhadores registraram boletins de ocorrência entre sábado (27) e domingo (28). Um deles, que preferiu não ter a identidade divulgada, perdeu R$ 120.

Em entrevista, ele explicou que o golpista entrou em contato com a padaria onde trabalha, se apresentou como sendo Dias e pediu a entrega de um quilo de pão. O local para deixar a encomenda era a Central de Flagrantes de Londrina, onde o pagamento também seria feito.

O motoboy estava a caminho quando recebeu uma mensagem do falso delegado pedindo para que fosse a uma farmácia. Neste segundo comércio, o “cliente” orientou que o homem realizasse uma recarga de celular para dois telefones, que seriam de familiares. Os procedimentos foram feitos com o dinheiro do motoboy, sob a promessa de que seria devolvido no momento da entrega dos pães. Veja nos prints abaixo.

Depois dos pedidos inusitados, o homem passou a desconfiar da identidade do cliente e registrou um boletim de ocorrência no local onde a entrega supostamente iria acontecer. A padaria também não recebeu o valor dos pães.

O caso é investigado pela polícia, que tenta identificar a pessoa que cometeu o crime.

Conversa em que golpista finge ser delegado para fazer encomenda. — Foto: Reprodução
Conversa em que golpista finge ser delegado para fazer encomenda. — Foto: Reprodução

Golpes acontecem há meses

Em conversa com o delegado Guilherme Dias, que relatou ter a identidade usada em golpes há aproximadamente um ano.

O mesmo golpe aplicado em motoboys também foi registrado em cidades como Ponta Grossa, nos Campos Gerais, Foz do Iguaçu, no Oeste, e Curitiba.

Além disso, a foto dele é usada para aplicar o “golpe do amor”. Uma das vítimas chegou a viajar de Salvado (BA) a Matinhos, no litoral paranaense, porque achou que tinha um relacionamento com Dias.

🔎O “golpe do amor” consiste em criminosos que simulam interesse romântico para manipular a vítima e obter vantagens financeiras.

O delegado é chefe da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, em Curitiba, e também atuou na Delegacia de Estelionatos. Ele relata que registrou “incontáveis” boletins de ocorrência sobre o uso da imagem dele para crimes.

“Já passou de 200 golpes usando o meu rosto”, contou.

Foto e nome de delegado do Paraná são usados em golpes. — Foto: Reprodução/RPC
Foto e nome de delegado do Paraná são usados em golpes. — Foto: Reprodução

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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