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Crianças na UTI, barracas, banheiro coletivo: como está a vida de moradores de Travinhas, próximo a Paraisópolis, após incêndio

Famílias inteiras estão há cinco dias morando em barracas improvisadas nas calçadas das Travinhas, região próxima à comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo que foi atingida por um incêndio em 18 de junho. Moradores relatam frio intenso, falta de abrigo e ausência de respostas do poder público após o incêndio que destruiu suas casas.

Além disso, duas crianças, de 7 e 13 anos, seguem internadas na UTI devido a intoxicação por fumaça. Elas já tinham diagnóstico de asma e foram levadas à UTI do Hospital Municipal do Campo Limpo após o incêndio. Segundo a tia delas, Fernanda Ferreira, moradora de Paraisópolis, ambas estão estáveis e devem ser transferidas para um quarto.

 Mulheres lavam louça de forma improvisada, crianças escolhem roupas em sacos pretos de doação e os resquícios de casas são os sinais mais aparentes do que restou no dia 18, quando cerca de 150 famílias perderam suas moradias no incêndio. As causas ainda estão sendo apuradas.
Mulher lava louça na calçada - pós incêndio nas Travinhas, próximo à Paraisópolis — Foto: Glória Maria
Mulher lava louça na calçada – pós incêndio nas Travinhas, próximo à Paraisópolis — Foto: Glória Maria

No mesmo dia 18, a Prefeitura de São Paulo sugeriu enviar os moradores atingidos para uma casa de acolhimento em Guaianases, na Zona Leste, mas eles recusaram. De acordo com Gilmara Oliveira, de 30 anos, líder comunitária, a localização é distante demais para quem mora e trabalha na Zona Sul.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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