Tatu-bola segue ameaçado de extinção 12 anos após inspirar mascote ‘Fuleco’ da Copa do Mundo no Brasil
O tatu-bola, mascote Fuleco da Copa 2014, perdeu 50% de sua área natural. Conheça o novo plano do ICMBio para salvar a espécie da extinção no Brasil.
Menor que uma bola de futebol e espécie exclusiva da fauna brasileira, o tatu-bola marcou a Copa do Mundo de 2014 sediada no Brasil por ter inspirado o mascote oficial do campeonato, o Fuleco. Já naquela época, o animal estava ameaçado de extinção. ➡️ Mais de dez anos depois e próximo da Copa 2026, a situação é a mesma.
De acordo com a Associação Caatinga, organização da sociedade civil que atua na conservação do bioma Caatinga, o tatu-bola perdeu cerca de 50% de sua área de ocorrência natural nos últimos 27 anos e continua sofrendo com desmatamento e caça. Ao ser escolhido como mascote na Copa de 2014, o intuito era debater sua preservação. Houve avanços, mas o cenário ainda preocupa.
Para tentar amenizar o problema e pensar em novas estratégias de preservação, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) dará início a um novo ciclo do PAN Tatá — Plano de Ação Nacional para a Conservação do Tamanduá-bandeira, Tatu-canastra e Tatu-bola.
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Samuel Portela, coordenador de Conservação da Biodiversidade da Associação Caatinga, explica que o PAN Tatá reúne especialistas de todo o país e traça objetivos gerais e específicos para cada espécie. Para o coordenador, esta nova edição da Copa do Mundo pode ser um momento importante para relembrar e refletir sobre a preservação do ‘Fuleco’.


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