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Mesmo com lei sancionada há mais de um ano, famílias ainda esperam por sensores de glicemia para crianças com diabetes no Paraná

Apesar de uma lei sancionada em 2024 determinar que o sistema público de saúde do Paraná deve oferecer aparelhos digitais de medição de glicemia para crianças e adolescentes com diabetes, as famílias desses pacientes ainda aguardam a entrega dos dispositivos.

É o caso da família de Felipe, de 9 anos. Ele descobriu que é diabético há dois anos e começou a usar o sensor digital enquanto participava de um estudo, que fornecia o equipamento gratuitamente.

Em geral, esses aparelhos fornecem resultados rápidos, em segundos, a partir de uma pequena gota de sangue, ajudando no controle da saúde diária. Cada sensor custa, em média, R$ 300 e dura duas semanas.

“Furar o dedo é como se fosse uma foto e o sensor é como se fosse um vídeo. Eu consigo ver tudo o que aconteceu nas 24 horas do dia, consigo ver se a glicemia esteve estável, eu consigo ver setas de tendência, ter uma ideia do que vai acontecer, uma certa previsibilidade. Com a fitinha de glicemia, você não consegue ter essa ideia. A diabetes é muito descontrolada. Então o sensor, ele traz pra gente um pouco de controle”, explica Deise Ramos, mãe de Felipe.

Mesmo com lei sancionada há mais de um ano, famílias ainda esperam por sensores de glicemia para crianças com diabetes no Paraná — Foto: RPC

Com o fim da pesquisa, a família passou a comprar, por conta própria, os sensores. Porém, eles vivem com a imprevisibilidade de saber se vão conseguir bancar o aparelho no próximo mês.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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