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Família e equipe médica fazem festa de aniversário de 100 anos para paciente do Paraná sob cuidados paliativos

Com direito a bolo, velas e decoração na enfermaria, a paciente Maria Aguiar comemorou o aniversário de 100 anos no Hospital Zona Sul, em Londrina, na região norte do Paraná.

A surpresa, que contou com a presença da equipe médica e dos filhos, netos, bisnetos e tataranetos da paciente, foi no último domingo (3).

 

Maria enfrenta um quadro de doenças crônicas e é acompanhada há quatro anos pela equipe de cuidados paliativos, com ações que priorizam o bem-estar e qualidade de vida de pessoas com doenças graves que limitem ou ameacem a vida.

Maria Aguiar celebrou um século de vida com festa de aniversário na enfermaria do Hospital Zona Sul, em Londrina — Foto: Arquivo pessoal
Maria Aguiar celebrou um século de vida com festa de aniversário na enfermaria do Hospital Zona Sul, em Londrina — Foto: Arquivo pessoal

Perto do aniversário, Maria precisou ser internada, mas havia expectativa que ela recebesse alta a tempo de passar o aniversário em casa. A dois dias da data, a equipe médica concluiu que ela ainda não conseguiria deixar o hospital, por isso, a festa foi organizada no quarto da paciente.

Nesse sábado (9), quase uma semana após a comemoração, ela recebeu alta para passar o Dia das Mães em casa com a família.

‘A dona Maria transmite muita luz’

Festa contou com presença de filhos, netos, bisnetos e tataranetos da paciente — Foto: Arquivo pessoal
Festa contou com presença de filhos, netos, bisnetos e tataranetos da paciente — Foto: Arquivo pessoal

A enfermeira Érika Watanabe participou da festa. “A dona Maria transmite muita luz para todo mundo que a conhece. Ela estava super animada, cantando com a gente, foi super especial essa comemoração”, conta.

A psicóloga Solange Gomes, responsável pela equipe de cuidados paliativos do hospital, explica o tratamento. “Os cuidados paliativos são direcionados a qualquer pessoa que tenha uma doença irreversível, progressiva e que ameace a vida”, afirma.

Segundo ela, o paciente precisa ser atendido por uma equipe multidisciplinar para identificar e tratar os sofrimentos físicos e emocionais que surgem com a progressão da doença.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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