Filha doa medula para salvar a vida de mãe com leucemia após diagnóstico em SC: ‘Devolveu a minha vida’
Família da cabeleireira Cláudia Pires, de 55 anos, documentou todo o processo de quimioterapia, testes de compatibilidade e notícia do transplante.
O cuidado sempre fez parte da rotina da Cláudia Pires, dona de salão de beleza em Florianópolis. Acostumada a passar os dias cuidando de clientes, funcionários e da família, ela precisou aprender o caminho inverso após receber o diagnóstico de leucemia: desacelerar e aceitar ser cuidada.
A notícia veio em setembro de 2025, quando Cláudia acreditava estar com uma virose quando surgiram manchas vermelhas e roxas pelo corpo. Depois de exames e internação por conta das plaquetas baixas, veio a confirmação da doença.
“Você perde o chão, mas tem que tirar força de algum lugar e seguir em frente”, relembra.
O diagnóstico mudou a dinâmica da família e meses de quimioterapia antecederam a indicação do transplante de medula óssea, considerado um dos principais caminhos para tratamento em casos de leucemia aguda. A partir daí, começou a busca por um doador compatível.
Os primeiros testes foram feitos entre familiares. Irmãos, sobrinhos e filhas de Cláudia fizeram exames. Parte da família saiu de São Paulo para participar da mobilização.
Os resultados chegaram em uma data simbólica, em 24 de dezembro, véspera de Natal. A escolhida para a doação foi a filha caçula, Natália Pires, de 32 anos.



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