Lula orientou toda a comitiva brasileira a falar apenas português em reunião com Trump
Encontro entre os dois líderes acontece nesta quinta-feira (7), em Washington, e conta com a presença de intérpretes. Segundo fontes da TV Globo, a conversa entre Trump e Lula está ‘rendendo’ e o presidente americano ‘está prestando muita atenção em tudo’.
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A pedido do Lula, o cronograma do encontro também foi alterado, de acordo com apuração feita pelo repórter Nilson Klava, que está na Casa Branca para cobrir o evento.
As declarações de Lula e Trump à imprensa no Salão Oval estavam programadas para acontecerem às 12h15 de Brasília, mas atrasaram mais de uma hora.
De acordo com um representante do governo brasileiro, o atraso se deve a um pedido de Lula, que preferiu se reunir com o presidente americano a portas fechadas para só depois eles falarem aos jornalistas.
O que esperar do encontro entre Lula e Trump
A reunião é vista por fontes da diplomacia brasileira como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e tarifas de importação.
Além da economia, devem compor a mesa de discussões os seguintes temas:
- ataque ao PIX;
- cooperação contra crime organizado e narcotráfico;
- parcerias em minerais críticos e terras raras;
- geopolítica na América Latina, Oriente Médio e ONU; e
- eleições no Brasil.
A viagem a Washington é fruto de um processo de aproximação que ganhou tração em 26 de janeiro de 2026, quando Lula e Trump conversaram por telefone por cerca de 50 minutos.
Após o telefonema, Lula disse que queria ir a Washington em março para ter um encontro “olho no olho” com Trump, mas a guerra no Oriente Médio atrasou a definição da agenda.
De janeiro para cá, a relação já marcada por divergências entre Lula e Trump ganhou novos elementos de tensão no cenário internacional.
A guerra no Oriente Médio, episódios diplomáticos como o cancelamento do visto do assessor Darren Beattie e ruídos envolvendo a prisão e posterior soltura do deputado Alexandre Ramagem contribuíram para tornar o ambiente mais complexo, adicionando desafios à interlocução entre os dois governos.
Enquanto a reunião era negociada nos últimos meses, um auxiliar do presidente Lula explicava que a reunião entre Lula e Trump poderia ser “mais um ponto de partida do que um ponto de chegada” em termos de acordos.

