Preso por engano no Paraná em investigação de assassinato pede meio milhão de indenização: ‘Feridas abertas até hoje’
Reginaldo Aparecido dos Santos foi apontado como suspeito em crime de grande repercussão no interior do estado. Ele só foi solto depois que verdadeiro autor confessou assassinatos.
Reginaldo Aparecido dos Santos, preso por engano durante a investigação do assassinato de Marley Gomes de Almeida e da neta dela Ana Carolina Almeida processou o Estado do Paraná. Na ação, a defesa dele pediu uma indenização de R$ 500 mil como forma de reparar os 43 dias em que ele ficou preso injustamente.
O crime aconteceu no dia 22 de março de 2025, em Jataizinho, no Norte do Paraná, e teve grande repercussão no estado. Reginaldo foi preso quatro dias após as mortes, depois que uma gravação de câmera de segurança foi analisada pela investigação e serviu para apontá-lo como suspeito. A imagem supostamente mostra ele passando passando próximo à casa das vítimas no dia do crime.
A defesa informou na ação que, atualmente, Reginaldo vive em moradia provisória, não possui recursos financeiros e está com a saúde fragilizada. Por isso, considerou que o valor pedido como indenização por danos morais é “justo e adequado à gravidade do caso”.
Em nota, o Governo do Paraná disse que ainda não foi informado oficialmente sobre o pedido de indenização.
“A Procuradoria-Geral do Estado informa que o Governo do Estado não foi citado judicialmente e, portanto, não tem conhecimento formal sobre o pedido de indenização. A prisão foi feita no âmbito da investigação. Ele foi liberado assim que o autor confessou o crime.”


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