Prisão de MC Poze é mantida pela Justiça Federal
Segundo o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, a defesa ainda não teve acesso ao teor das acusações que motivaram a prisão.
A Justiça Federal manteve a prisão do funkeiro MC Poze após audiência de custódia realizada na manhã desta quinta-feira (16). A sessão ocorreu de forma virtual, às 11h, em uma sala do Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Poze está detido na unidade desde a tarde desta quarta-feira (15).
O cantor permaneceu em silêncio na sede da Polícia Federal após ser preso em casa, na manhã desta quarta, em uma operação contra uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e de fazer transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão.
Segundo o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, a defesa ainda não teve acesso ao teor das acusações que motivaram a prisão.
“Pelo que entendi, é uma investigação da Polícia Federal de São Paulo junto à Justiça Federal de São Paulo. Os agentes daqui também não sabem do que se trata, já que apenas cumpriram mandados, deram apenas cumprimento à diligência sem saber do conteúdo delas”, destacou Fernando Henrique.
Ainda segundo o advogado, o artista foi surpreendido pela prisão e nega qualquer irregularidade. A defesa informou que pretende acessar os autos do processo para compreender as circunstâncias do caso e prestar esclarecimentos à Justiça.
O advogado também declarou que deve entrar com um pedido de habeas corpus para que o cantor responda à investigação em liberdade.
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Preso em condomínio de luxo
O cantor foi um dos alvos da Operação Narcofluxo, contra uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e de fazer transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão.
Agentes da PF foram no início da manhã para a casa de Poze, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio.
A PF tentava cumprir outros 2 mandados de prisão no RJ. Em Bertioga, no litoral paulista, policiais federais prenderam o MC Ryan SP.
Esta é a 3ª vez que Poze vai para a cadeia. Ano passado, ele foi preso em uma investigação da Polícia Civil do RJ. Em 2019, o cantor foi detido em flagrante após um show em Mato Grosso.
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A Operação Narcofluxo
Segundo a PF, os envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.
Cerca de 200 policiais federais saíram para cumprir 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Também foi determinado o sequestro de bens.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

