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Free Flow no Paraná: discutido na Justiça, modelo pode ganhar mais seis pontos de cobrança

O sistema de pedágio eletrônico conhecido como free flow, ativo em rodovias do Sudoeste do Paraná desde fevereiro deste ano, deve ser expandido para mais regiões do Estado, com ao menos seis novos pontos de cobrança.

O modelo não possui cancelas e faz a cobrança automaticamente a partir de câmeras e sensores, aplicando a tarifa fixa, definida em contrato, de forma uniforme a todos os usuários. Atualmente, o free flow é tema de contestação na Justiça e na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Nas estradas pedagiadas do Paraná, o free flow atende trechos de concessão da EPR Iguaçu, que é responsável por 662 quilômetros de rodovias no Oeste e Sudoeste. Atualmente são três pórticos de cobrança em funcionamento no trecho entre Cascavel e Pato Branco.

Segundo a EPR Paraná, quatro novos pontos de cobrança estão em fase de implantação nas regiões Norte e Noroeste, onde a empresa administra 628 quilômetros de estradas. De acordo com a concessionária, o modelo será implantando em Jataizinho, Rolândia, Mandaguari/Marialva e Presidente Castelo Branco/Mandaguaçu. A previsão é que a cobrança nestes novos pontos comece ainda este ano.

Outros dois pontos de cobrança no modelo free flow também estão em fase de instalação pela concessionária Motiva Paraná, que cuida de 569 quilômetros de rodovias. Um foi instalado no km 2 da PR-445, em Tamarana, e outro no km 292 da BR-376, em Mauá da Serra. Eles ainda não estão em funcionamento, mas devem ser ativados ainda no primeiro semestre.

Navegue nesta reportagem:

A Via Campo, concessionária responsável por 432 quilômetros de estradas de Maringá a Guaíra, diz que formalizou o pedido de adoção do modelo de free flow para a praça de Floresta. No entanto, não há cronograma definido para testes ou implementação.

A EPR Litoral Pioneiro, que atua em 27 cidades nas regiões do Litoral, Campos Gerais e Norte Pioneiro do Paraná, informou que não há previsão de pedágio automático.

A concessionária Arteris Litoral Sul, que atua em rodovias federais entre Paraná, Santa Catarina e São Paulo, afirmou que não há previsão de implantação do free flow no contrato.

Pórtico free flow — Foto: divulgação/Concessionária Novo Litoral
Pórtico free flow — Foto: divulgação/Concessionária Novo Litoral

Por que o modelo está sendo contestado?

Um grupo de parlamentares protocolou uma ação popular na Justiça Federal pedindo que o modelo não seja expandido para a região Norte e Noroeste pela EPR Paraná. Outra ação popular também foi protocolada na Justiça, com pedido de liminar, para a suspensão imediata da cobrança em pórticos eletrônicos nos 662 km do Lote 6, entre as regiões Oeste e Sudoeste, incluindo trechos da BR-277 e BR-163. Ainda não há decisão definitiva da Justiça sobre ambos os casos.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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