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Prefeitura exonera guarda municipal denunciado pela morte de adolescente em Curitiba

A Prefeitura de Curitiba exonerou o guarda municipal Edilson Pereira da Silva, denunciado pela morte do adolescente Caio José Ferreira de Souza Lemes durante uma abordagem em Curitiba. A exoneração foi publicada na edição de terça-feira (7) do Diário Oficial do município.

Caio foi baleado na cabeça em março de 2023. Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), o adolescente estava de joelhos e com as mãos na cabeça quando foi baleado na nuca. Em um Boletim de Ocorrência, Edilson Pereira da Silva afirmou que o jovem o ameaçou com uma faca e que, por isso, atirou. A versão foi contestada por outro guarda que participou da abordagem.

O decreto publicado no Diário Oficial esclarece que o servidor infringiu princípios e deveres fundamentais na conduta profissional exigida de servidores públicos e guardas municipais. Entre eles, a proporcionalidade e razoabilidade, e a imparcialidade no exercício profissional.

Em nota, a Secretaria de Defesa Social e Trânsito, da qual a Guarda Municipal faz parte, informou que instaurou processo administrativo aos três agentes envolvidos na ação e que, com a conclusão, “houve a aplicabilidade das respectivas penas disciplinares na medida da culpabilidade de cada conduta”.

Segundo a secretaria, Anderson Bueno formalizou Termo de Ajustamento Disciplinar, o servidor Edmar Júnior recebeu a pena de suspensão pelo período de 90 dias e ao servidor Edilson Pereira da Silva foi atribuída a pena de demissão.

O que diz a defesa?

Os advogados Rodrigo Cunha e Caio Percival, que representam Edilson, classificaram a decisão como “incorreta e prematura”.

“A administração pública optou por aplicar a penalidade máxima, a exoneração, sem que sequer tenha sido concluída a instrução do processo criminal correspondente. A audiência de instrução da ação penal está marcada para o dia 31 de julho de 2026, perante a 1ª Vara Sumariante do Júri de Curitiba, ou seja, o Poder Judiciário ainda não ouviu testemunhas nem produziu as provas que são essenciais para a apuração dos fatos”, diz a nota da defesa.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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