Crianças atravessam rio a pé todos os dias para ir à escola, no Paraná: ‘Não tem ponte’
Família de agricultores mora na zona rural, ao lado de um rio, e ônibus do transporte escolar passa do outro lado. Prefeitura diz que realiza uma ‘verificação técnica’ para identificar necessidade de intervenção no local.
As duas filhas de Francisco Eliseu Deorneles, de 9 e 11 anos, precisam atravessar um rio a pé, todos os dias, para conseguir chegar ao ônibus que leva às escolas em que elas estudam. A família mora na comunidade Bom Retiro, na zona rural de Coronel Domingos Soares — cidade com cerca de 4,5 mil habitantes que fica no sul do Paraná.
O pai conta que a travessia tem que ser feita pela água, mesmo se o rio estiver mais cheio, devido ao fato de não haver nenhuma ponte ou outro acesso que ligue a residência ao ponto do transporte escolar.
“A linha de ônibus escolar passa na margem direita do rio, e nós moramos na margem esquerda. A nossa casa fica a uns 40 metros do rio, a cerca de 15 km das escolas das meninas e a 30 km da cidade”, conta Deorneles.
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Francisco e a esposa trabalham com agricultura familiar e também têm outro filho pequeno, que ainda não começou a ir para a escola.
No caso das filhas, elas precisam atravessar o rio duas vezes por dia, de segunda a sexta-feira — tanto para chegar ao ponto de ônibus escolar, que fica a cerca de 600 metros de distância da residência, quanto para voltar para casa. Quando o rio está mais cheio, os pais precisam acompanhar as filhas e, nestes casos, fazem travessias quatro vezes por dia, entre idas e voltas.


