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Nem antecipar a morte nem sofrer em vida: o que são cuidados paliativos e por que o acesso ainda é desigual no Brasil

Lucia Freitas anda rápido. Fala rápido. Ri alto. Só depois você percebe que o corpo negocia cada gesto. A quimioterapia oral que ela toma para conter o avanço do câncer metastático provoca neuropatia: os pés ardem, as mãos perdem firmeza. Ainda assim, ela é curiosamente feliz.

Tem 60 anos. É jornalista. Teve câncer de mama aos 47, tratou, viu a doença entrar em remissão e acreditou que a história tinha ficado para trás. Onze anos depois, um caroço na base do pescoço anunciou que não.

Hoje, a doença está nos ossos, no fígado e nos linfonodos. Ela sabe o nome técnico de cada medicamento que toma. Sabe também o nome daquele que pode lhe dar mais tempo e melhor qualidade de vida: Trastuzumabe deruxtecana, um tipo de imunoterapia de alto custo que não está disponível no Sistema Único de Saúde. A medicação virou alvo de ação judicial.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

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