Papa Leão XIV pede fim dos bombardeios e defende diálogo diante da violência no Irã e no Oriente Médio
Pontífice alerta para risco de ampliação da violência no Oriente Médio e, no Dia Internacional da Mulher, denuncia a discriminação e a violência ainda enfrentadas por mulheres em diferentes partes do mundo.
O Papa Leão XIV afirmou neste domingo (8) que continuam chegando notícias “profundamente preocupantes” do Irã e de outras partes do Oriente Médio, e pediu o fim da violência e novos esforços para abrir espaço para o diálogo.
Após rezar o Angelus na Praça de São Pedro, o pontífice disse que o conflito está alimentando o medo e o ódio e manifestou preocupação com a possibilidade de escalada, que poderia arrastar outros países da região, incluindo o “querido” Líbano.
Diante de cerca de 15 mil peregrinos reunidos no Vaticano, o pontífice citou especialmente a situação no Irã, marcada, segundo ele, por “violência e devastação” e por um “clima generalizado de ódio e medo” que se estende por toda a região.
Queridos irmãos e irmãs, continuam chegando notícias do Irã e de todo o Oriente Médio que causam profunda preocupação. Além dos episódios de violência e devastação e do clima generalizado de ódio e medo, cresce o receio de que o conflito se espalhe e que outros países da região, incluindo o querido Líbano, possam voltar a mergulhar na instabilidade.
Diante da situação, o líder religioso fez um apelo pelo fim da violência. “Elevamos nossa humilde oração ao Senhor para que o clamor das bombas cesse, que as armas se calem e que se abra espaço para o diálogo, onde a voz dos povos possa ser ouvida”, afirmou.
O pontífice disse ainda confiar sua prece a Maria, Rainha da Paz, pedindo sua intercessão por aqueles que sofrem com a guerra e para que os corações sejam guiados “pelos caminhos da reconciliação e da esperança”.

Dia das Mulheres
Na mesma ocasião, ao lembrar o Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), o pontífice destacou a necessidade de garantir igualdade e respeito às mulheres. Segundo ele, apesar de avanços, muitas ainda enfrentam discriminação e diferentes formas de violência desde a infância.
“Renovamos nosso compromisso com o reconhecimento da dignidade igual entre homens e mulheres. Infelizmente, muitas mulheres ainda são vítimas de discriminação e violência. A elas, de maneira especial, ofereço minha solidariedade e minhas orações”, declarou.
Também neste domingo (8), em um texto publicado na revista mensal Praça de São Pedro e no jornal italiano Corriere della Sera, por ocasião do Dia da Mulher, Leão XIV respondeu à carta de Giovanna, uma italiana que relatou ao pontífice o problema da violência de gênero.
O sumo pontífice afirmou que a interlocutora abordava um tema importante que sempre lhe causou grande sofrimento: “a violência nas relações, em particular a violência contra as mulheres”. Segundo ele, em um mundo muitas vezes dominado pelo pensamento violento, é necessário apoiar ainda mais as mulheres.
O papa também afirmou que elas podem ser atacadas por representarem “um sinal de contradição” em uma sociedade “confusa, incerta e violenta”, destacando que transmitem valores como fé, liberdade, igualdade, generosidade, esperança, solidariedade e justiça.

