MundoÚltimas notícias

O que são bombas gravitacionais de precisão, que os EUA prometem usar contra o Irã

Os Estados Unidos afirmaram nesta quarta-feira (4) que pretendem usar bombas gravitacionais de precisão nos próximos ataques ao Irã. Entenda o que é o armamento e quando ele é utilizado.

Segundo o secretário de Guerra do governo Trump, Pete Hegseth, o país possui um “estoque ilimitado” de bombas de gravidade e vai usá-las em breve contra o Irã.

Vale – infográfico bombas gravitacionais — Foto: Editoria de Arte/g1

 

Mas, afinal, o que são bombas de gravidade?

As bombas de gravidade são aquelas lançadas de aviões bombardeiros em direção a alvos específicos, explica o professor de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense, Vitelio Brustolin. Esses artefatos dependem da gravidade e da velocidade do avião que a lançou para chegar ao destino.

Normalmente, essas bombas têm como alvo pontos-chave do inimigo, como:

  • veículos;
  • depósitos de armas;
  • edifícios de comando e controle;
  • bunkers e depósitos subterrâneos.

 

“Bombas de gravidade são as mais simples: as lançadas de aviões. Atualmente, muitas delas também são usadas para penetração, usam a gravidade e penetram no solo para destruir bunkers, por exemplo, e têm um mecanismo de explosão com retardo para poder explodir dentro dos alvos”, detalha Brustolin.

 

O equipamento é considerado um tipo “mais simples” de bomba pelo fato de o gatilho de detonação ser o próprio despejo da bomba pelo avião — o primeiro formato de bombardeio criado na história. Apesar de “simples”, isso não quer dizer que não há tecnologias avançadas em sua produção ou uso.

Alta precisão: tecnologia direciona a bomba

As bombas gravitacionais foram usadas nos ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki, no Japão, durante a 2ª Guerra Mundial.

De lá para cá, foi desenvolvida a tecnologia capaz de direcionar a bomba até o alvo enquanto ela estiver no ar após ser lançada do avião — daí o nome bomba gravitacional de precisão.

Maria Paula Carnelossi

Por: Maria Paula Carnelossi | Folha Regional

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *